PRINCESA LEOPOLDINA

Construído em Bilbao, de outubro de 1960 a março de 1961 pela Compañía Euskalduna de Construcción Naval, foi entregue a Companhia Nacional de Navegação Costeira em agosto de 1962, sem os acabamentos interiores. No translado para o Brasil veio com uma tripulação reduzida e carga de vinho, cortiça e azeite de oliva.
Chegou no porto do Rio de Janeiro em 29 de agosto, e feita a descarga o navio foi transferido para o estaleiro do armador na Ilha do Viana, onde os trabalhos de decoração e acabamento final foram realizados por empresas brasileiras, durante onze meses.
FICHA TÉCNICA - Princesa Leopoldina |
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| Armador | Companhia Nacional de Navegação Costeira | |||
| Estaleiro | Compañía Euskalduna de Construcción Naval | |||
| Casco | 156 |
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| Lançamento | 1962 | |||
| Incorporação | agosto 1962 | |||
| Bandeira | Brasileira | |||
| Prefixo | PULO | |||
| Porto de registro | Rio de Janeiro | |||
| Toneladas brutas | 9.520 | |||
| Toneladas líquidas | 3.468 | |||
| DWT | 2.737 | |||
| Comprimento | 145,90 m | |||
| Boca (largura) | 18,60 m | |||
| Pontal | 8,31 m | |||
| Calado | 5,63 m | |||
| Perpendiculares | 132,01 m | |||
| Motor principal | B&MW - SECN (Bilbao) | |||
| Hélices | 2 | |||
| Velocidade | 17 nós | |||
| Estabilizadores | Sim | |||
A viagem inaugural do navio realizou-se em janeiro de 1963, partindo do Rio de Janeiro para Santos - Buenos Aires - Santos - Rio de janeiro. Apartir de então alternou cruzeiros na Costa Brasileira, Argentina, Europa e Caribe - estes organizados pela Commodore Cruise Line de Miami.
Um importante evento da carreira deste navio foi ter sido transformado em dezembro de 1965 em uma exposição flutuante, tendo por tema a Indústria e Produtos do Brasil, percorrendo durante 5 meses portos das Américas, Mediterrâneo e África Ocidental. Outro fato marcante ocorreu em 1966, quando o Princesa Leopoldina levou uma lotação completa de torcedores brasileiros, para assistirem aos jogos da Copa do Mundo na Inglaterra.
A Companhia Nacional de Navegação Costeira passava por problemas financeiros e foi finalmente absorvida pelo Lloyd Brasileiro em 1966, que manteve o nome original dos navios e suas tripulações. É instituída então a "Ponte Marítima" entre o Rio de Janeiro e Santos, sendo a primeira viagem em 9 de novembro de 1967 e a última em 16 de dezembro de 1968. Para poder concorrer com os outros meios de transporte, o serviço foi ofertado a preços baixos, o que resultou em prejuízos para o Lloyd Brasileiro. O Serviço é então cancelado, e o navio colocado na rota Rio de Janeiro - Manaus, permanecendo assim até a sua última viagem em fevereiro de 1970, quando foi desativado e colocado à venda. Termina então a era do navio como Princesa Leopoldina navegando sob as cores da Bandeira Brasileira.
APÓS SER VENDIDO
| Nome | Período |
Operador |
Bandeira | Registro | Prefixo | |
| Coral Princess | 1970 |
China Navigation Co. Ltd. | ||||
| Cora Princess | 1990 |
China Navigation Co. Ltd. | ||||
| Coral Princess | 1993 |
Berjaya Leisure Cruises | ||||
| Millenium Queen | 2001 |
Barber Ship Management sdn Bhd | Panama |
Panama |
3FHI3 |
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| Desmanchado em 27/06/2001 - Alang (Índia) | ||||||
Comprado por John Swire & Sons de Londres, foi rebatizado Coral Princess e mais tarde de Cora Princess, oferecendo cruzeiros a partir de Hong Kong. Foi vendido novamente em 1993 para investidores da Malásia que o transformaram em um navio cassino, rebatizando-o novamente de Coral Princess.
Abaixo postais do CORA PRINCESS e CORAL PRINCESS - colaboração do colecionador Ken Murayama.
Com a implantação de novas regras de segurança no mar, termina a brilhante carreira deste navio sendo desmanchado em Alang na Índia em 2001.
MILLENIUM QUEEN em ALANG
| Texto adaptado do livro "Bandeiras nos Oceanos" - José Carlos Rossini |
Colaboração: Nelson de Barros Pereira e Nelson Carrera |