ROSA DA FONSECA

Construído na Iugoslávia pelo estaleiro Brodogradiliste Split de maio de 1961 a outubro de 1962, foi entregue à Companhia Nacional de Navegação Costeira em 28 de outubro de 1962. Chegou em Santos com, com uma tripulação reduzida e uma carga completa de arame farpado e sem os acabamentos das áreas sociais e cabines. Depois de descarregado, o navio partiu para o Rio de Janeiro e atracou nos estaleiros do Armador na Ilha do Viana, onde recebeu os acabamentos. O estilo dos interiores era contemporâneo com toques tropicais.
FICHA TÉCNICA - Rosa da Fonseca |
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| Armador | Companhia Nacional de Navegação Costeira | |||
| Estaleiro Construtor | Brodogradiliste Split | |||
| Casco | 169 |
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| Lançamento | 1962 | |||
| Bandeira | Brasileira | |||
| Prefixo | PULP | |||
| Porto de registro | Rio de Janeiro | |||
| Toneladas brutas | 9.702 | |||
| Toneladas líquidas | 3.999 | |||
| DWT | 2.911 | |||
| Comprimento | 150,00 m | |||
| Boca (largura) | 19,00 m | |||
| Calado | 5,62 m | |||
| Pontal | 10,00 m | |||
| Entre perpendiculares | 135,16 m | |||
| Motor principal | B&W - KRUPP(Alemanha) | |||
| Hélices | 2 | |||
| Velocidade | 17 nós | |||
| Estabilizadores | sim | |||
A viagem inaugural foi feita em 15 de fevereiro de 1963, do Rio de Janeiro para Buenos Aires, com escala em Santos, na volta trouxe argentinos para o carnaval brasileiros. Este navio passou boa parte de sua carreira brasileira em fretamentos à agências de turismo, diferentemente dos Princesas que foram usados principalmente na navegação de cabotagem.
A Companhia Nacional de Navegação Costeira teve sérios problemas financeiros e foi absorvida pelo Lloyd Brasileiro em dezembro de 1966. O Lloyd manteve as tripulações e o nome original do navio. Depois de um curto período operando cruzeiro para americanos de New York para o Caribe, este navio inaugurou a famosa "Ponte Marítima" entre Santos e o Rio de Janeiro em 9 de novembro de 1967. Em junho de 1968 é estabelecida uma nova rota alternativa, ligando o Rio de Janeiro à Belém com escalas em Salvador, Recife e Fortaleza.
Apesar de popular a "Ponte Marítima" não podia competir com os outros meios de transporte e tornou-se deficitária. Como conseqüência em 22 de Janeiro de 1969 o Rosa da Fonseca passou a ligar o Rio de Janeiro à Manaus com escalas em Salvador, Recife, Fortaleza e Belém.
Devido a freqüentes ocorrências de problemas técnicos, a direção do Lloyd resolveu vender o navio quando terminasse a temporada de 1974. O último fretamento foi feito pela Exprinter de São Paulo, que de dezembro de 1974 a março de 1975 realizou cruzeiros pelo Caribe, partindo de La Guayra (Venezuela). Ao fim deste contrato o Rosa da Fonseca foi desativado no Rio de Janeiro, e colocado a venda.
APÓS SER VENDIDO
| Nome | Período |
Operador |
Bandeira |
Porto de Registro |
Prefixo |
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| P/S Seven Seas | 1975 |
Mitsui O.S.K Lines | Japão | |||
| Nippon Maru | 1977 |
Mitsui O.S.K Lines | Japão | |||
| Athirah | 1991 |
Kalla Lines | Indonesia | Makassar | YENF | |
| Foi desmanchado na Índia, em 16/06/1998, por MJR Steels LTD - Calcutá | ||||||
Comprado em leilão por uma empresa panamenha em maio do mesmo ano, o Rosa da Fonseca foi rebatizado de P/S Seven Seas e afretado à Mitsui O.S.K. do Japão. Em abril de 1977 passa a se chamar Nippon Maru, ainda pela Mitsui O.S.K.
PS SEVEN SEAS - Mitsui O.S.K. Lines
NIPPON MARU - Mitsui O.S.K. Lines
Vendido em fevereiro de 1991 à PT Buni Nusantara (Kallas Line) da Indonésia foi novamente rebatizado agora com o nome de Athirah. O navio passa a fazer cruzeiros pelas numerosas Ilhas Indonésias até 1998, quando foi vendido para desmanche na India.
ATHIRAH - Kalla Lines
Colaboração: Nelson de Barros Pereira e Nelson Carrera |
Princesa Isabel
Princesa Leopoldina
Anna Nery
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